Novidades do Museu

Orgulho do MNBA, Coleção Eugène Boudin volta a ser exposta

O acervo de 20 pinturas de Louis Eugène Boudin(1824 - 1898) pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes é o maior numa instituição pública fora da França. Sua importância para a história da arte é seminal: Boudin é considerado um dos precursores do movimento pré-impressionista.

No dia 25 de julho, terça, às 15 h, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, em parceria, abrem a exposição O Colecionismo no Brasil - Eugène Boudin e os Barões de São Joaquim.

Criado em 1937, o MNBA é herdeiro de uma significativa coleção doada para Escola Nacional de Belas Artes, em 1922, pelos barões de São Joaquim, casal aristocrata da cafeicultura. Naquele tempo, o Brasil passava por uma ruptura com a Semana de Arte Moderna e também se comemorava e centenário da independência da sua independência.  

A exposição O Colecionismo no Brasil - Eugène Boudin e os Barões de São Joaquim, reúne 24 obras, sendo 22 telas e 2 desenhos, centrada nas telas de Boudin, além de outros artistas franceses deste acervo, como Alfred Sisley, Edouard Detaille e François Bonvin, por exemplo.

Em 1874, Louis Eugène Boudin integrou a famosa exposição em Paris que deu inicio ao impressionismo, reunindo nada menos do que Monet, Renoir e Alfred Sisley, entre outros nomes de vanguarda da época, num momento de reflexão e confrontação com a arte acadêmica de então.   

Suas telas retratam paisagens campestres e marinhas. Com vinte anos, Boudin iniciou seus desenhos, tendo sido posteriormente professor de Claude Monet, a quem influenciou artísticamente.

Os trabalhos de Boudin, no MNBA, percorrem toda a trajetória artística do pintor francês, cobrindo um período superior a 35 anos de sua produção.

Comentando a questão do colecionismo, a diretora Monica Xexéo lembra que “o colecionador de arte tem papel fundamental na construção dos acervos dos museus. O próprio MNBA é herdeiro de um conjunto significativo de obras de arte, reunidos a principio por colecionadores brasileiros”.

Exposição: O Colecionismo no Brasil - Eugène Boudin e os Barões de São Joaquim

Abertura: dia 25 de julho, terça, às 12:30h

Período: de 25 de julho de 2017 até 26 de agosto de 2018

Exposição: Ficções – Lena Bergstein

Lena Bergstein no MNBA

Em sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC,  a renomada artista carioca Lena Bergstein vai expor cerca de 70 obras, entre fotos, telas e livros, dentro da mostra “Ficções”,  com inauguração no dia 20 de março. 

Os trabalhos de Lena floresceram “a partir de questões da arte e da escrita, dos espaços em branco e do silêncio das margens. Explorando a simultaneidade e a combinação entre o real e o imaginário”, como define a artista.

A maioria das obras que compõem a exposição “Ficções”  dialoga imaginariamente com o poeta russo Ossip Mandelstam, explica Lena. A série de fotos “Reflexos da Noite” surgiu de fotos tiradas na madrugada, com  superposição de escritos e desenhos. As fotografias das construções em volta remetem à ficções arquitetônicas.

Enquanto isso,  o conjunto de fotos intituladas “Cartas de Odessa”, produzido em 2015, representa uma espécie de biografia/autobiografia inscrita nas fotos e cartões postais, narrando uma trajetória de vida que começa no passado,  desde a longínqua Odessa(Ucrânia), local de origem da sua família, chegando no presente à cidade de São Paulo, onde Lena Bergstein está radicada há 5 anos.

Já a série “Setembro”, elaborada em 2017/2018reúne fotografias completamente abstratas, comentários da artista sobre seu próprio trabalho, incluindo fragmentos de desenhos, palavras, traços e riscos e um imenso espaço.

O conjunto de pinturas denominado “Páginas”, produzidas em 2017/2018, é composto de 16 telas que,  juntas, formam uma única obra. Sobre ela disse a artista:  “As telas são como folhas, páginas, onde a escrita se mostra em relação íntima com o desenho, trazendo até o espectador a memória de um tempo de origem, quando desenho e escrita eram uma coisa só.”

Possuindo um vasto currículo dedicado à arte,  a pintora, gravadora, programadora visual, professora de arte Lena Bergstein  frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage na efervescente década de 1960. 

No inicio da carreira trabalhou com gravura em metal, utilizando água-forte e água-tinta; posteriormente enveredou pela aquarela, fazendo ilustrações para capas de livros de poesia, cartazes e cenografia para musicais. Em 2015, Lena é convidada para ministrar as conferências “A Arte e a Escrita na História da Arte”, durante seis meses, no Departamento de Artes da Unicamp, Campinas. E em novembro de 2017, deu o curso “A Arte e a Escrita, um relato contemporâneo”,  no Centro Universitário Maria Antonia, USP.

 

Abertura: 20 de março de 2018,  às 12:30hs 

Período: de  20 de março a 20 de maio de 2018          

Visitação: Terça a sexta: das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriado: das 13h às 18h.

Ingressos: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Grátis aos domingos.

Exposição A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA

Pinturas, documentos, objetos, gravuras, fotografias,  num total de cerca de 60 peças, compõem a exposição que resgata parte da história de uma das mais importantes instituições culturais do Brasil.

A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica  do MNBA, celebra as oito décadas de criação da Instituição,  e vai ser aberta na data de aniversário do Museu: 13 de janeiro de 2018,  sábado,  às 14h.  Com entrada franca.

A curadoria dos técnicos do Museu concebeu uma exposição dividida em três Núcleos.  No Primeiro,  são enfocados as origens,  abordando a Academia Imperial de Belas Artes(fonte seminal da coleção do MNBA), os desenhos do arquiteto que concebeu a AIBA, o francês Grandjean de Montigny,  e a posterior demolição do prédio da Academia,  dando lugar a um estacionamento na região central do Rio de Janeiro. 

Avançando no tempo,  o Segundo  Núcleo, intitulado Avenida Central,  trafega pela modernidade e a modernização da cidade onde o MNBA está inserido.  Dele fazem parte a inauguração da Avenida Central,  que, em 1904,  representou um marco para o Rio de Janeiro, e é a atual  Avenida Rio Branco. 

O empreendimento,  desenvolvido pelo prefeito Pereira Passos, incentivou a construção de edifícios que simbolizavam os poderes e a cultura,  e que foram sendo edificados ao longo da importante via:  prédios como o Palácio Monroe,  Jornal do Brasil,  Theatro Municipal,  e claro, o do Museu Nacional de Belas Artes, dentre vários outros.   Tudo isso ilustrado por medalhas, fotos, documentos, correspondências, elementos decorativos e elementos arquitetônicos, como loggias.

Finalmente, o Terceiro Núcleo da mostra A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica  do MNBA privilegia o protagonismo do Museu Nacional de Belas Artes, tanto no cenário nacional quanto no internacional.  Nas palavras de uma das curadoras da mostra, a pesquisadora  Monica Xexéo:  “é o resgate do Museu como lugar de formação,  de exposição;  o local onde surge a primeira  galeria de arte do Rio de Janeiro e seus desdobramentos culturais”. 

A questão da preservação também integra  este Núcleo, mostrando a restauração do prédio,  cuja inauguração completa  110 anos em 2018; ou  as  diversas  tecnologias empregadas  no seu restauro, por exemplo.  O segmento engloba ainda as figuras históricas que se conectam à  time-line do edifício, como D. João VI,  o escultor Rodolfo Bernardelli;  o arquiteto idealizador do prédio e um dos mestres da Escola Nacional de Belas Artes, Adolfo Morales de Los Rios (1858-1928).  Ou seja, é o prédio visto como uma obra de arte,  um lugar de pesquisa e produção de conhecimento.  

Num diálogo com outras áreas,  a geografia urbana também se insere neste Núcleo:  enquanto nas cercanias da Cinelândia  se localizam prédios históricos, tais como o Theatro Municipal,  o MNBA, a Biblioteca Nacional, outra ponta da cidade, na praça Mauá reflete a sua modernidade,  representada pelo Museu do Amanhã ou o Museu de Arte do Rio(MAR). 

Para seus organizadores,  a exposição  A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica  do MNBA, abre uma rara oportunidade para  reflexão do nosso passado, do presente e do futuro do nosso patrimônio cultural, através do acervo exposto,  e tomando por base uma das suas instituições culturais mais resplandescentes, que prossegue se reiventando através dos séculos.      

Exposição:  A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica  do MNBA

Abertura:  13 de janeiro, sábado,  às 14h.

Período:  13 de janeiro até 27 de maio de 2018

Visitação:  terça até sexta de 10h às 18h;  sábado e domingo:  de 13h às 18h.

Ingressos:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 

Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia – tel:  3299-0600.

O Espaço da Arte

Uma prévia do cenário da nova Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea,  que em breve vai ser reformulada,  é o que se antecipa na exposição “O Espaço da Arte”, que o Museu Nacional de Belas Artes vai abrir dia 13 de janeiro, sábado.  Com entrada franca.

O público vai poder descortinar, dentro das salas Flamengo-Holandesa, Boudin e Lúcio Costa,  cerca de 51 obras da coleção do MNBA, incluindo nomes como Iberê Camargo,  Maria Leontina,  Guignard, Ivan Serpa, Candido Portinari,  Flávio de Carvalho, Djanira e Fayga Ostrower, entre outras.

Através destes trabalhos, que tiveram impacto na trajetória da arte visual brasileira,  a exposição  se volta para  as transformações da espacialidade da obra de arte, elemento  fundamental para a compreensão da transição da passagem do mundo visual moderno para o contemporâneo. 

Optando pela  abordagem da espacialidade na obra de arte os curadores da exposição “O espaço da Arte” lembram que suas transformações ao longo do século XX são essenciais para se entender as mudanças visuais e conceituais que ocorreram ao longo de mais de cem anos de história, gerando conseqüências no fazer de hoje.

No primeiro dos três módulos  nos quais se estrutura a mostra, aborda-se o contato com novos tratamentos da superfície,  ou de características óticas e materiais das obras, anunciando as transformações que viriam depois, com mais radicalidade, ênfase e segurança.  Trata-se de um estágio no qual os artistas parecem exibir uma postura de timidez e incerteza sobre os rumos que se abraçariam pelos anos subseqüentes.

Posteriormente,  o segundo módulo exibe  algumas experiências artísticas onde as obras assumem a postura investigativa frente o problema histórico que enfrentam diante do espaço da obra, pesquisando soluções diferentes, mas que, de algum modo, ainda estão presos a certos paradigmas, principalmente relacionados à figuração.  Neste segmento,  se pode observar o entre-lugar,  ou seja,  o artista está  abrindo uma campo entre o antes e o depois;

Deixando para trás o impasse das fases iniciais,  no ultimo módulo,  as obras expostas, sem vacilação, assumem seu lugar no mundo real.   Caminham para além  da representação,  buscando  se apresentar enquanto si mesmas no espaço real,  construindo uma ponte entre dois mundos, antes separados.  Nesta fase,  a obra de arte não evoca, está presente,  ganhou vida própria,  emerge como um ente tal qual seu observador e, a partir disso, se põe a modificar as relações em seu entorno.

Os curadores da exposição “O Espaço da Arte” ressaltam, “ainda que se desenhe no tempo, a história da espacialidade,  enquanto percurso,  está  repleta de fraturas, desvios, descontinuidades”.  Isso explica,  porque dentro da dinâmica da história da arte,  “o passado pode conter distantes anúncios de um porvir a ser trabalhado como a também permanência de certos modelos criados dentro da sua trajetória,  fazendo com que as noções de espacialidade reverberem continuamente,  umas sobre as outras, num fluxo contínuo do fazer e refazer”.

Exposição “O Espaço da Arte”

Abertura:  dia 13 de janeiro, sábado,  às 14h.

Período:  Período:  13 de janeiro até 13 de maio de 2018

Visitação:  terça até sexta de 10h às 18h;  sábado e domingo:  de 13h às 18h.

Ingressos:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 

Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia – tel:  3299-0600.

Eventos

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Obras em Destaque

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Elevação do Pórtico do Panteon em Roma, Itália

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