Novidades do Museu

A Paisagem na Academia em mostra no MNBA

Num esforço conjunto, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro(EBA) apresentam a exposição “Paisagem na Academia” com abertura dia 9 de maio, terça,  às 12h. Serão exibidas 21 obras no total, sendo uma gravura, 6 pinturas a óleo, uma pintura a têmpera e 13 aquarelas ou sépias sobre papel. 

Com curadoria dos professores Carlos Terra e Ana Cavalcanti, da EBA, a exibição enfoca  a história do ensino da pintura de paisagem na Academia de Belas Artes, que funcionou no Rio de Janeiro. Fazem parte da mostra obras de sete artistas que foram professores na Academia entre 1816 e 1890: Nicolas Antoine Taunay, Manuel de Araujo Porto-Alegre, Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Leôncio Vieira, Rodolpho Amoêdo e Antonio Parreiras.

São destaques da exposição o processo artístico cotidiano e trabalhos que habitualmente não são expostos ao público, como desenhos realizados como provas para o concurso de professor de “Paisagem, flores e animais” de 1881, estudos de nuvens de Victor Meirelles e pequenas paisagens de Rodolpho Amoêdo, entre outros.

A disciplina de pintura de paisagem foi introduzida na formação de nossos artistas desde 1816, com a chegada da “Missão Artística Francesa” e a criação da Academia das Belas Artes no Rio de Janeiro. Portanto,  seu papel é fundamental na arte brasileira, lembram os curadores.

Carlos Terra e Ana Cavalcanti explicam que a exposição “Paisagem na Academia”  traça um pequeno percurso a partir dos trabalhos de seis professores que se sucederam no ensino da paisagem até 1890. Uma de suas tarefas foi preparar material didático com referências nacionais, como a litografia de Agostinho da Motta ou as aquarelas de Leôncio Vieira. A natureza tropical também está presente na “Floresta brasileira”, obra de Manuel de Araujo Porto-alegre, diretor da Academia na década de 1850.  Ele acreditava que o estudo de nossas paisagens era o caminho para a criação da arte nacional.

A observação atenta da natureza era um trabalho cotidiano, como se pode admirar nos estudos de nuvens de Victor Meirelles ou nas pequenas “manchas” de Rodolpho Amoêdo, registros do  processo artístico habitualmente escondido ou não percebido pelo público.

Cronologicamente, a exposição “Paisagem na Academia” começa em 1816, com a vista do Rio de Janeiro produzida por Nicolas Antoine Taunay e finaliza em 1914,  com o velho parque pintado em Paris por Antônio Parreiras, obras que são sinais dos intercâmbios artísticos entre França e Brasil que marcaram esse período.

A exposição faz parte das comemorações inseridas no projeto “Missão Artística Francesa: 200 anos – Tradição e Modernidade” organizadas pelo Museu Nacional de Belas Artes.

Serviço

Exposição:  Paisagem na Academia

Abertura:  9 de maio,  terça,  às 12h.

Período:  9 de maio até 9 de julho

Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; Sábados, domingos e feriados das 13 às 18 horas.

Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00  ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.  GRÁTIS AOS DOMINGOS.

Telefone: (21) 3299-0600

Facebook:  MNBARio /  Site:  www.mnba.gov.br

Assessoria de imprensa do MNBA:  3299-0638  Nelson Moreira  Junior 

MNBA com visitação de grátis até o final de janeiro

Uma boa notícia para você, querido (a) visitante.

Por causa das comemorações dos 80 anos de criação do MNBA, a visitação será gratuita até o dia 31 de janeiro.

Anote aí:

Visitação: terça até sexta de 10h às 18h; sábado, domingo e feriado de 13h às 18h.

Venha nos visitar!

 

Lançamento do livro Alegoria às Artes – Leon Palliére no MNBA

No próximo dia 13 de janeiro, sexta,  comemorando os 80 anos de criação do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC,  será lançado a publicação “Alegoria às Artes –  Leon Pallière”,  de múltipla autoria, retratando o processo de restauração e a pesquisa histórica da monumental tela “Alegoria às Artes”,  atualmente em exposição no MNBA.

Encomendado pelo então diretor da Academia Imperial de Belas Artes(AIBA),  Manuel de Araújo Porto-Alegre,  a pintura de Leon Pallière mede 297 x 410 cm e foi produzida em 1855 para decorar o teto da biblioteca da Academia,  construída em 1826 e inexplicavelmente demolida entre 1937 e 1938. 

Jean-Leon Pallière Grandjean Ferreira(Rio de Janeiro, 1823/Paris 1887) estudou no ateliê de François-Edouard Picot, na capital francesa, e aos 25 anos retornou ao Brasil, tendo ingressado na Academia Imperial de Belas Artes.  O artista conquistou um Prêmio de Viagem ao Exterior e pôde assim aperfeiçoar  sua arte na Itália. 

Por seu lado,  a AIBA foi a primeira instituição de ensino oficial da arte no Brasil e seu pórtico se encontra no Jardim Botânico do Rio de Janeiro desde os anos 1940. .

A pesquisa histórica do livro, que começou a ser elaborado em paralelo ao restauro da tela,  iniciado em 2014, foi desenvolvida pelos pesquisadores Pedro Xexéo e Adriana Clen.  Entre outras descobertas,  a dupla confirmou que a tela não foi pintada na Itália e sim sob a supervisão do então diretor da Academia Imperial de Belas Artes,  o critico de arte e artista plástico Araujo Porto Alegre, aqui no Rio de Janeiro.

Outro levantamento dos pesquisadores concluiu que provavelmente a tela foi deslocada no 1º semestre de 1909 para o prédio da Escola Nacional de Belas Artes,  que atualmente abriga o Museu Nacional de Belas Artes. 

Um capítulo importante da publicação,  de autoria da restauradora Larissa Long,  aborda a história da criação do laboratório da restauração do MNBA,  no tempo da diretora Maria Elisa Carazzoni, no inicio dos anos 1970.

Para o museólogo Pedro Xexéo,  esta obra e mais os retratos que foram feitos por Leon Pallière representam as únicas obras sobreviventes que decoravam o prédio da AIBA, e representam “um importante testemunho desta época do século XIX,  de grande relevância para a formação da cultura brasileira”.

O livro “Alegoria às Artes –  Leon Pallière”,  foi escrito por Pedro Xexéo,  Adriana Clen,  Wallace e Denise Guiglemeti, Guadalupe Campos, Antonieta Middea, Fernando Vasques e Larissa Long.  A publicação da Contra-capa editora e possui 218 páginas.


Evento:  lançamento do livro “Alegoria às Artes –  Leon Pallière” – Editora Contra-capa

Data: dia 13 de janeiro, às 18h.

Endereço:  MNBA – av. Rio Branco, 199 – Cinelândia tel: 3299-0600

Entrada franca

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