Novidades do Museu

Wilson Piran volta a expor no MNBA, 41 anos depois

A primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes foi em 1977, agora, quatro décadas depois, o artista Wilson Piran retorna, para abrir, no dia 30 de maio, a exposição “Nem tudo que brilha é ouro”, quando serão apresentados 26 objetos e esculturas, de diferentes materiais, todos recobertos de falso ouro.

Artista com viés pop e que usa materiais menos convencionais, antes eram os nomes dos artistas e suas obras que o inspiravam a produzir trabalhos que questionavam a arte e seu universo, agora são os objetos e os materiais que são explorados pelo artista para indagar: “o que é arte, onde está a arte?” e encontrar poesia e expressão nessa curiosa garimpagem.

Ou seja, do ponto de vista do artista “se antes era a purpurina que resplandecia conceitos, agora é o brilho do falso ouro que pretende estimular prazerosamente o espectador”, afirma Wilson Piran.

Nascido em Nova Friburgo(RJ), a partir de 1969 Piran se transfere para o Rio de Janeiro e ingressa na antiga Escola Nacional de Belas Artes. onde freqüentou o curso de pintura, tendo sido aluno de Abelardo Zaluar, Mário Barata e Quirino Campofiorito.

Entre 1970 a 1984, trabalha como decorador de vitrines de joalherias. Paralelamente, começa a participar de Salões de Arte e Exposições coletivas, apresentando trabalhos de desenho e colagens, obtendo seus primeiros prêmios e chamando a atenção da crítica especializada, pavimentando assim seu caminho artístico.

Em 1977, realiza sua primeira exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes com uma série de trabalhos, que o crítico Roberto Pontual denominou «CONCEITUAIS HUMORÍSTICOS». Desde então, sua produção vai se caracterizar pela busca de uma forma de comunicação efetiva, aliando o conceito e a visualidade, para encontrar POESIA nas dúvidas e incertezas do artista e da própria arte.

Exposição: Nem tudo que brilha é ouro, de Wilson Piran

Abertura: 30 de maio de 2018, às 12:30hs.

Período: 30 de maio até 09 de setembro

Visitação: Terça a sexta: das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriado: das 13h às 18h.

Ingressos: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes/MNBA: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia

Tel: (21) 3299-0600

Visite o site: www.mnba.gov.br

Visite a nossa fanpage: www.facebook.com/MNBARio.

Mostra das Galés às galerias, no MNBA, reflete o papel do negro na arte

EMANUELARAJO1 

 

Na passagem dos 130 anos da assinatura da Lei Áurea, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC inaugura, no próximo dia 30 de maio, a exposição “Das Galés as Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA”.

No contexto deste marco, a exposição busca proporcionar um olhar sobre as múltiplas representações do negro, bem como seus protagonismos encontrados em cerca de 80 obras do rico acervo do MNBA.

Dentre os trabalhos presentes na mostra,  destacamos as telas “Redenção de Cã” (de Modesto Brocos, 1852);  “Natureza-Morta” (1891, de Estevão Silva);

“Colheita de flores” (1972, de Maria Auxiliador Silva); “Vista de um engenho de cana-de-açúcar” (circa 1637/1680, de Frans Post); “O Pedinte” (1961, de Agnaldo Santos); e a escultura “Leonidas da Silva,  o Diamante Negro”(1938, de Martins Ribeiro).

A exposição “Das Galés às galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA” explora um fio condutor aonde múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Enfocando as artes inseridas no contexto de épocas específicas, os curadores optaram por um recorte que abrange basicamente três momentos de nossa história onde as questões do negro e do nacional estão imbricadas na imaginação da brasilidade: da Colônia ao Império, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual, onde a brasilidade homogeneizada cede cada vez mais espaço a uma diversidade de identidades e tradições culturais caminhando para uma sociedade multicultural.

Da escravização à ideologia do branqueamento - tese racista, defendida pelas elites, de que através da imigração européia e da mestiçagem o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas -, passando pelo mito da democracia racial, os discursos sobre raça tomaram formas diferentes.

Na contemporaneidade, estas narrativas sobre raça pautam-se pela multiculturalidade, na qual se defende a possibilidade de convivência numa mesma nação de grupos étnicos e culturais diversos.

Paralelamente à exposição, estão sendo promovidas oficinas criativas sobre o tema.

Oficina – Bonecas Abayomi: vivências de cultura afro-brasileira. 19/05/2018 – 14:00h às 15:30

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Oficina que valoriza a realidade multirracial brasileira através da confecção de boneca Abayomi. Uma boneca negra, feita a partir de retalhos trançados, enrolados e amarrados, contando apenas com tesoura, sem cola e costura. Nas palavras de sua criadora, Lena Martins, “uma bandeira poética”, uma forma de construir identidades e maneiras de ser e fazer arte com o que a vida nos oferece. Vagas limitadas a 20 (por ordem de chegada).

Obras em Destaque

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O Descanso do Modelo

Almeida Junior Óleo sobre tela, 100 x 130 cm assinada Almeida Jr Paris, 1882 transferência, 1937, Escola Nacional de Belas Artes  
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