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Novidades do Museu

A arte de Clécio Penedo no MNBA

Em exposição reunindo cerca de 60 obras, a arte de Clécio Penedo volta a ser exposta no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, na mostra “Clécio Penedo: És Tupi do Brasil”, com aberta no dia 24 de outubro,  a partir de 15h. 

Nesta homenagem a Clécio Penedo (1934-2004), o público vai poder descortinar obras que representam três décadas de sua produção, abrangendo trabalhos dos anos 1970 até os anos 2000. Durante a mostra estão previstas apresentações artísticas, capacitação pedagógica, visita mediada e mesa-redonda.

Pintor, gravador e desenhista, o mineiro Clécio Penedo frequentou de 1954 a 1956,  a Escola Nacional de Belas Artes/ENBA, que funcionava no mesmo prédio do Museu Nacional de Belas Artes.  A partir da década de 70, desenvolve diversos trabalhos no Centro de Pesquisa de Arte, sob a orientação de Ivan Serpa e de Bruno Tausz, tendo sido aluno dos cursos de gravura em metal e desenho com Eduardo Sued e Aluízio Carvão, no MAM/RJ. Entre seus trabalhos de destaque está o painel “Brasil Colonização e Independência” (1987), que se encontra no acervo do Museu Histórico Nacional.

 

Comei vos uns aos outros 1990 de Clcio Penedo

"Comei-vos uns aos outros, 1990, de Clécio Penedo"

Sua prolífica carreira sofre um momento de inflexão em 1977, quando o artista recebe um material de propaganda política despertando um interesse pelas questões indígenas, então em voga nas discussões públicas da época. Clécio Penedo passa a pesquisar o tema e a fazer anotações em forma de desenhos que seriam a base para a primeira das séries, intitulada “És tupy do Brasil”,  com a presença do índio brasileiro, que o singularizou. Nela os índios se tornam suporte para uma campanha imaginária. A beleza dos desenhos contrasta com o misto de ironia e acidez com que o tema é tratado. Na sequência, Clécio Penedo realiza imagens predominantemente em desenho e colagem, onde se aproximam recortes de notícias de jornais, ilustrações de revistas a seu inventivo desenho.    

Depois, numa segunda grande fase de imagens com a presença do índio, Clécio Penedo promove um dialogo deste com grandes nomes da história da Arte, principalmente à europeia, evocando personagens dos quadros de Velasquez, Goya, Picasso, e Miró,  entre outros.

Com curadoria de Ayrton Costa, a exposição “Clécio Penedo: És Tupi do Brasil” contará com um catálogo reunindo textos de Ana Letícia Penedo, André Couto, Ivan Doro, Ronaldo Auad e apresentação de Ayrton Costa, e ainda um site, todos produzidos exclusivamente para a mostra. Para os organizadores, esta exposição é uma oportunidade para o público conhecer e/ou reencontrar a obra de Clécio Penedo.

 

Programação:

1. Apresentação na abertura:

Fragmento do espetáculo Nasce uma Cidade com o Coletivo Teatral Sala Preta

24 de outubro de 2019, às 15h

 

2. Capacitação pedagógica:

Encontros com a Arte de Clécio Penedo com Ana Letícia Penedo 

25 de outubro de 2019, das 14h às 17h

 

3.Visita Mediada:

Com Ayrton Ferreira da Costa Junior, Eduardo Kunioshi e Gilmar Silva Ribeiro  

19 de novembro de 2019, das 14h às 17h

 

4. Mesa-redonda e apresentação musical:

Com Amador Perez, André Luiz Faria Couto, Ana Letícia Penedo, Ivan Gomes Doro Filho, Ronaldo Auad Moreira e mediação de Ayrton Ferreira da Costa Junior

14 de dezembro de 2019, às 15h e 30

 

5. Camerata: 

Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa - Orquestra Sinfônica de Barra Mansa

14 de dezembro de 2019, às 15h.

 

Serviço:  Exposição Clécio Penedo: És Tupi do Brasil

​Período: de 25 de outubro a 26 de janeiro de 2020

​Local:  sala Lucio Costa / Sala Frans Post / Sala Coleção Dom João VI

Museu Nacional de Belas Artes

Endereço: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia

Visitação: terça a sexta-feira das 10h até 18 horas; sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas.

Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00 e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Venda de ingressos e entrada de visitantes até 30 min antes do fechamento do museu

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